Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004) dir. Michel Gondry
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eu voltei pra ele porque ele é a minha casa
mesmo que ele tenha paredes rachadas
o teto cheio de goteiras
e seja uma casa destroçada
ele é a minha casa
somos corpos que ocupam espaços, mas em determinado momento você pode se perguntar qual espaço que você está ocupando.
você existe, você vive, você resiste a perdas e recomeços, mas continua buscando motivos e os porquês de tudo acontecer da forma como acontecem e de estar aonde você está.
é confuso, eu sei. talvez você acredite que nada na vida é por acaso, mas as coisas acontecem em uma velocidade desenfreada e acaba se tornando difícil buscar justificativa para tudo.
não quero que ache que o que eu falo é uma verdade absoluta, mas você está aqui para viver e sentir, e as coisas, muita das vezes, acontecem apenas por que elas acontecem, e não por que elas precisam acontecer. ok?
existe o “mal necessário”, mas ele pode não ser tão necessário assim. você pode aprender muito sobre você ou sobre o outro sem precisar sofrer. a dor nem sempre é necessária. talvez, você aprenda muito apenas lendo e sentindo um texto de uma página chamada “textos cruéis demais para serem lidos rapidamente” no facebook ou conversando com uma senhora sobre o seu passado em Belo Horizonte, dentro de um transporte público do Rio de Janeiro.
aconteceu alguma coisa na sua vida que te confundiu?
há alguém na sua vida que te confunde?
você sente aquela necessidade absurda de rotular ou segmentar tudo entre “certo ou errado” ou “bom e ruim”?
ok. é compreensível o fato de querer clareza em tudo que se vive, mas não deixe que tudo isso te prive de fazer a única coisa que você precisa fazer independente de tudo.
não deixe que o medo
a dor
o amor
a confusão
ou qualquer outro sentimento,
te prive de viver.
viva.
mas é exatamente o contrário,
eu to fugindo porque eu quero muito
e esse muito me assusta.


